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A entrada da Psicanálise na universidade marcou o campo das ciências humanas e trouxe inúmeras questões epistemológicas e metodológicas para o seu interior. Isso se deu pelo fato da produção de saber, oriunda do aporte psicanalítico na universidade, apresentar suas particularidades. Fez-se imprescindível esclarecer o que caracteriza a Psicanálise enquanto teoria e método no campo acadêmico. A tentativa era de delimitar quais princípios regem a lógica de investigação psicanalítica e quais orientam sua produção científica.
Eis o método psicanalítico em ação. Interpretar implica no analista tomar em consideração o valor metafórico do discurso de seu paciente, induzindo uma quebra dos pressupostos que limitavam seu sentido porque esses se encontravam em um campo bem delimitado. A revelação do que se encontrava no campo gera no paciente um momentâneo estado de confusão, denominado, pela Teoria dos Campos, de vórtice. É que, nesse momento, ressurgem as representações que haviam sido suprimidas da consciência por trazerem conflito às regras daquele campo. São as representações agora explicitadas que possibilitam deduzir, com alguma precisão, qual a regra que as mantinham recalcadas, ou seja, agora tomamos conhecimento, ainda que seja de maneira razoável, da regra que organizava o campo rompido.
Ao romper com a rotina, o analista abre espaço para que o desejo possa surgir, ainda que de forma indireta, pois, por ser inconsciente, não há de mostrar-se diretamente. Isso se deve ao tipo de escuta usada durante o trabalho analítico e pela transferência, campo que favorece a apreensão do paciente em relação a seu analista. O sono é o modo de comportamento, pelo qual o organismo da satisfação à necessidade de repouso ou, mais especificamente, à necessidade de dormir. Um sono calmo, sem sonho, corresponde à mais completa redução de tensão que um organismo vivo pode normalmente atingir. O indivíduo dormindo não quer conhecer mais nada da realidade; o sono constitui, assim, um estado de fraqueza relativa do ego, e um esforço relativo das motivações provenientes do id e do superego. Geneticamente, Freud deu-lhe o sentido de um retorno à existência pré-natal: “Criamo-nos pelo menos condições perfeitamente análogas aquelas dessa existência: calor, escuridão, ausência de excitações. Alguns de nós se enrolam como um pacote apertado e dão ao corpo, durante o sono, uma atitude análoga aquela que tinham nas entranhas maternas”.
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