Humores do Mundo, Mundo dos Humores (Portuguese Edition) Baixar grátis

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Descrição do livro

Sorrir, rir, é como respirar, fazendo do humor o oxigénio normal de qualquer sociedade. Sendo tão natural, nem sempre as pessoas têm consciência da sua importância no quotidiano e raramente param para pensar nele e como acontece.
Estas são crónicas escritas em tempos de Pandemia numa tentativa efémera de procurar o sorriso que comemorasse os meus quarenta anos de demanda pelos humores na vida e no mundo
. Hoje, com a proliferação das novas tecnologias dos mass media, e com o desenvolvimento do conceito da aldeia global, tem-se verificado a destruição da riqueza etnográfica da Humanidade. Essa riqueza é a diferença entre as culturas, tradições, costumes, humores…. É na diversidade que o Homem consegue ser interessante e rico em criatividade. Sermos todos iguais, semelhantes e cópias uns dos outros, é destruir a irreverência, a especificidade do individuo e do colectivo onde vive.
A uniformização é o culto da intolerância e dos fundamentalismos, e um dos elementos principais para a preservação da irreverência e da tolerância é o humor, na sua especificidade autóctone, de grupo, de cultura, de cumplicidade cultural.
Perguntar às pessoas como é o humor do seu país, do seu povo, mesmo que sejam profissionais do riso, ou do humor, nem sempre é sinónimo de ter consciência histórica e antropológica dele, sendo por isso necessário teorizar sobre esta questão. Não é fácil captar opiniões generalistas sobre os humores de cada região, sabendo eles quão importante é para a sua vida quotidiana como crítica, entretenimento, sobrevivência. A maioria destes artistas estão encerrados nas suas torres de marfim (casa), desenvolvendo a sua arte via internet, falando através dessa pequena janela de liberdade, estando por isso muitas das vezes de costas viradas para a antropologia, para a sociologia que o envolve, recusando, por isso, responder às minhas perguntas, principalmente quando as questões não são directamente sobre o seu trabalho. Mas não há povo, não há pessoa sem humor nato, apesar de por vezes ele estar escondido, condicionado, sobrevivendo no inconsciente como subterfúgio vivencial.
Hoje em dia, com a aldeia global, até o humor de divertimento, ou mesmo o filosófico, passou a ser mais igual em todos os continentes e em todas as aldeias, porque se tem distanciado das suas raízes. Claro que há temas, em cada momento, que levam todos os artistas a reflectirem sobre isso, como por exemplo a guerra, o Covid19, o ambiente, a fome…, mas felizmente, por outro lado, há questões e formas de ver muito próprias, temas tão ou mais importantes para o indivíduo, como os pequenos problemas locais e vivenciais, como os do bairro, da aldeia, vila, região ou tradição do seu grupo.
Estes artigos serão, pois, uma demanda, através de entrevistas a vários artistas de múltiplos países, regiões (principalmente dos países mais longínquos), sobre o que os diferencia no campo do humor. Procurar saber como é que o humor convive com as suas convicções religiosas, sociais e políticas. Será que vamos conseguir ou acabaremos por só encontrar o humor global, as mesmas fórmulas de rir com a política e com a sociedade?

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Encadernação Humores do Mundo, Mundo dos Humores (Portuguese Edition):Capa Comum