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A História do Mundo Daqui a Mil Anos ultrapassa a simples literatura de antecipação científica. É também um manifesto social. Talvez seja essa uma das razões pelas quais a obra ainda mereça ser lida.
Olerich errou em muitas de suas previsões. Imaginou o desaparecimento de instituições que continuaram existindo e acreditou que o progresso tecnológico conduziria quase inevitavelmente à paz, à igualdade e à felicidade.
Mas sua pergunta fundamental continua válida: o que aconteceria se a tecnologia fosse utilizada não apenas para produzir mais, mas para proporcionar às pessoas mais liberdade, mais tempo, mais educação e uma vida mais digna? É justamente nessa pergunta que o pensamento de Olerich encontra o leitor do século XXI.
Sua defesa da independência econômica da mulher, sua crítica à submissão familiar, sua preocupação com a educação integral da criança, sua valorização do trabalho doméstico e sua tentativa de transformar a cooperação em princípio organizador da sociedade revelam um autor que, embora profundamente marcado pelas ideias de seu tempo, ousou imaginar uma civilização na qual a liberdade individual fosse o ponto de partida da organização social.
Por isso, esta tradução não pretende apresentar Henry Olerich como um profeta infalível. Ao contrário, pretende permitir que o leitor o encontre diretamente, com suas extraordinárias antecipações, suas esperanças, suas contradições e também seus erros.
A leitura de A História do Mundo Daqui a Mil Anos deve ser, antes de tudo, um exercício de comparação entre o futuro imaginado em 1923 e o mundo que efetivamente construímos.
E talvez o aspecto mais fascinante seja perceber que, entre tantas previsões que o tempo desmentiu, algumas das perguntas formuladas por Olerich continuam esperando uma resposta.
A História do Mundo Daqui a Mil Anos ultrapassa a simples literatura de antecipação científica. É também um manifesto social. Talvez seja essa uma das razões pelas quais a obra ainda mereça ser lida.
Olerich errou em muitas de suas previsões. Imaginou o desaparecimento de instituições que continuaram existindo e acreditou que o progresso tecnológico conduziria quase inevitavelmente à paz, à igualdade e à felicidade.
Mas sua pergunta fundamental continua válida: o que aconteceria se a tecnologia fosse utilizada não apenas para produzir mais, mas para proporcionar às pessoas mais liberdade, mais tempo, mais educação e uma vida mais digna? É justamente nessa pergunta que o pensamento de Olerich encontra o leitor do século XXI.
Sua defesa da independência econômica da mulher, sua crítica à submissão familiar, sua preocupação com a educação integral da criança, sua valorização do trabalho doméstico e sua tentativa de transformar a cooperação em princípio organizador da sociedade revelam um autor que, embora profundamente marcado pelas ideias de seu tempo, ousou imaginar uma civilização na qual a liberdade individual fosse o ponto de partida da organização social.
Por isso, esta tradução não pretende apresentar Henry Olerich como um profeta infalível. Ao contrário, pretende permitir que o leitor o encontre diretamente, com suas extraordinárias antecipações, suas esperanças, suas contradições e também seus erros.
A leitura de A História do Mundo Daqui a Mil Anos deve ser, antes de tudo, um exercício de comparação entre o futuro imaginado em 1923 e o mundo que efetivamente construímos.
E talvez o aspecto mais fascinante seja perceber que, entre tantas previsões que o tempo desmentiu, algumas das perguntas formuladas por Olerich continuam esperando uma resposta.
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