Charles H. Spurgeon - Sermão - Uma Cesta de Frutos de Verão Baixar grátis

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Descrição do livro

“Assim me mostrou o Senhor Deus: e eis uma cesta de frutos de verão. E ele me disse: Amós, o que vês? E eu disse: Uma cesta de frutos de verão. Então o Senhor me disse: Chegou o fim sobre o meu povo de Israel; não passarei mais por eles.”
Amós 8.1-2

Introdução
Ao ler os livros proféticos, você certamente foi impactado por sua impressionante variedade. Observando um pouco mais de perto, percebe-se logo que cada profeta possui um estilo e um modo peculiar de se expressar. Embora Deus fale por meio de todos eles, eles não perdem sua individualidade nem originalidade de caráter. O sopro que produz a música é o mesmo, mas nenhum dos instrumentos emite exatamente o mesmo som. É verdade que todos proferem as palavras de Deus, mas cada voz tem seu próprio timbre, de modo que, embora Deus seja claramente visto, o homem não se perde.
Ao examinar os profetas, você não encontrará Jeremias imitando a linguagem de Isaías. O boieiro Amós não escreve como o sábio conselheiro Daniel, nem Jonas toma emprestado o tom de Malaquias. Cada homem fala conforme sua própria ordem. Seja o que for que ele tenha sido quando Deus o chamou para ser profeta, isso ele permanece.
Deus consagra aquilo que já está presente, e não refunde o homem em um novo molde. Creio que essa é uma excelente lição para todos os ministros de Cristo em nossos dias. Quantos homens poderiam ser muito mais úteis se falassem de acordo com seu próprio caráter, com seu estilo próprio! Em vez disso, o jovem ministro liga-se a algum modelo eminente e imita não apenas as expressões, mas até mesmo os tons de voz, os gestos, e até as manias e absurdos daquele a quem venera.
Mas se cada homem, em vez de procurar ser outro, fosse ele mesmo — se consagrasse suas capacidades e talentos a Deus como são, e os apresentasse com sua simplicidade natural, fossem polidos ou rústicos — o mundo perceberia que se levantou um homem sincero, e não um mero ator, um imitador de outro. Deus mesmo, sem dúvida, fala mais claramente por meio de um homem que fala com sinceridade do coração, do que por meio de outro que não permite que o fluxo da influência divina passe naturalmente por ele, mas tenta canalizá-lo artificialmente pelo estilo de eloquência de outro homem.
Sou levado a fazer essas observações porque isso se aplica especialmente ao caso de Amós. Amós era um boieiro, um guardador de gado — e, por todo o seu livro, o vemos constantemente aludindo à sua vida de camponês. Parece ter sido um homem simples, honesto, do campo — e nos fala de ovelhas despedaçadas por leões, das vacas de Basã, do carro cheio de feixes, do grão peneirado, dos lavradores e vinhateiros.
Ele não atinge a sublimidade de Isaías — não tem uma boca de ouro como aquele Crisóstomo entre os profetas. Não se eleva à altura de Daniel — carece das asas de águia de Ezequiel e do olho lacrimoso de Jeremias — mas irrompe logo no primeiro capítulo como um ser indomado e irresistível, e começa: “O Senhor rugirá de Sião, e de Jerusalém fará ouvir a sua voz; e os prados dos pastores prantearão, e secará o cume do Carmelo.”

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Encadernação :Kindle
Colaboradores Charles H. Spurgeon - Sermão - Uma Cesta de Frutos de Verão:Divino Cordeiro (Tradutor)