Arte em Madeira: Edição 26 Baixar grátis

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Descrição do livro

Já faz um tempão que aproveito a oportunidade de ser dona deste espaço da página 3 para falar sobre mim e as coisas nas quais acredito. Porém, sempre que finalizo um de meus textos, fico com a prejudicial sensação de que algo ficou incompleto. E acho que, agora, já sei por que: faltou falar de você, leitor, que é o responsável por grandes momentos de inspiração e, meu principal compromisso: o de assumir a responsabilidade de levar informações. Por isso, hoje, vamos falar um pouco de você, de suas sensações, conflitos, angústias... Vamos falar da complexidade que é viver e da confusão constante que sentimos ao nos deparar com o comum apesar de tudo. É engraçado, mas, quando retrato algumas de minhas vivências e crenças, penso que são sentimentos que todos têm. Penso que são sensações facilmente descritíveis e que a compreensão é absoluta. Ledo engano. Tudo o que é lido, ou escrito, ou que se almeja tocar no outro deve respeitar o momento pelo qual esse outro passa no exato instante em que se vê em contato com seu objeto de conhecimento. E respeitar isso é o que mais quero. Afinal, você é esse meu outro, de quem devo descobrir e respeitar os diferentes tempos. Sabe, uma vez li ou ouvi dizer – não me lembro – que é necessária muita humildade para se assumir um erro e fazer algo para suprir qualquer espécie de dano que ele possa ter causado. Confesso que durante anos acreditei nisso sem enxergar outras possibilidades de exemplificar essas palavras. Mas hoje, o que acredito mesmo é que é preciso muito respeito pelo seu próximo para se permitir ser humilde e, desprendido de medos e inseguranças, pedir desculpas e permissão para se redimir. Não quero provar nada, nem mesmo instigar uma busca incessante de pedidos de desculpas, mas sim, fazer uma confissão: o medo de errar e magoar pessoas foi um grande erro. Hoje, enxergo que ser verdadeira comigo mesma é o que me permite errar menos e, com isso, fazer o bem a quem está próximo. E, o mais importante de tudo é que, para chegar a essa descoberta, só precisei da iniciativa de me olhar no espelho e enxergar que é possível ser melhor fazendo menos, ou seja, fazendo apenas o necessário, respeitando e se fazendo respeitar. E o que há de ser mais válido e puro que isso?

Encadernação Arte em Madeira: Edição 26:Kindle
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