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ELIZA, A máquina que nos fez falar

ELIZA: A máquina que nos fez falar História, técnica e impacto cultural do primeiro terapeuta de silício

Em 1966, em um laboratório do MIT, um programa de computador com poucas centenas de linhas de código mudou para sempre a relação entre humanos e máquinas. Seu nome era ELIZA - e, para surpresa de seu próprio criador, ela se tornou a primeira máquina com a qual as pessoas realmente quiseram conversar.

Neste livro, Ricardo Constantino reconstrói a fascinante história de Joseph Weizenbaum e do programa que inaugurou a era do diálogo homem-máquina. Com o script DOCTOR, ELIZA simulava um psicoterapeuta rogeriano: usava padrões de correspondência de palavras e regras de transformação para devolver as frases do usuário em forma de perguntas. Não tinha compreensão semântica, nenhum modelo de mundo, nenhuma memória de longo prazo. Era, tecnicamente, uma ilusão. E ainda assim, pessoas se abriam com ela como se estivessem diante de um terapeuta real.

O livro atravessa as seis partes que compõem essa jornada. Primeiro, o nascimento do mito: o contexto dos anos 1960, a criação da ELIZA e a reação imediata do público. Depois, a anatomia da ilusão: a arquitetura técnica do programa, o funcionamento do script DOCTOR e os limites do que a máquina realmente fazia. Em seguida, o chamado "Efeito ELIZA" - a tendência humana de atribuir inteligência e empatia a sistemas que apenas simulam essas qualidades - e o que isso revela sobre nossa psicologia, nossa projeção e nossa necessidade de sermos ouvidos.

A narrativa segue pelos ecos e herdeiros da conversa: de PARRY e SHRDLU aos modelos estatísticos e aos grandes modelos de linguagem (LLMs) de hoje, mostrando como a evolução da IA conversacional carrega, até agora, o DNA daquele primeiro experimento. O autor também examina a recepção e as controvérsias - a sensacionalização midiática, o mito da máquina empática, a influência da ficção científica e os dilemas éticos que Weizenbaum, que passou de pioneiro a crítico da própria criação, já antecipava.

A parte final é um convite à reflexão sobre o presente e o futuro: ELIZA como espelho de nós mesmos, os princípios do design de IA responsável (transparência, justiça, privacidade, confiabilidade, responsabilização) e o futuro da conversa homem-máquina - interfaces ubíquas, personalização, multimodalidade e os desafios éticos persistentes.

Com uma abordagem acessível para o público geral e rigor técnico, o autor - especialista em segurança cibernética - oferece uma visão única sobre as vulnerabilidades da percepção humana e a responsabilidade de quem projeta sistemas conversacionais. O livro inclui ainda uma linha do tempo essencial, glossário, um guia prático em Python para recriar um ELIZA minimalista e sugestões de leitura.

Mais do que a história de um programa, ELIZA: A máquina que nos fez falar é uma investigação sobre o que acontece quando atribuímos humanidade às máquinas - e sobre o que isso diz a respeito de nós. Uma leitura indispensável para quem quer entender as raízes da inteligência artificial, por que conversamos com chatbots como se fossem pessoas e o que o futuro da interação homem-máquina reserva.

Procurando ELIZA, A máquina que nos fez falar? Aqui você encontra tudo sobre este livro de Ricardo Constantino. Nesta página estão a descrição da obra, os detalhes da edição (92 páginas) e os formatos disponíveis para baixar: pdf, mp3, áudio-livro, kindle. Se você gosta de Computação, Informática e Mídias Digitais, Programação, explore também outros títulos da mesma categoria no LivrosQualidade. Veja ainda as outras obras de Ricardo Constantino em nosso catálogo.

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Isbn 10:650189607X
Isbn 13:9786501896076
Encadernação ELIZA, A máquina que nos fez falar:Capa Comum
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